Dia 10 – Saint-Tropez

O dia demorou a amanhacer. Isso ou o cansaço e as persianas fechadas nos manteviveram grudados na cama até mais tarde.

Tomamos um longo café, com croissant quentinho e uma tentativa de conversa com a simpática dona do hotel (que também era recepcionista e preparou e serviu o café).
Pegamos, então, uma estradinha para Saint-Tropez. A primeira imagem da cidade, depois que estacionamos o carro, foi a mais clichê: um porto cheio de iates de todos os tamanhos com audis e BMWs estacionados à volta e restaurantes chicosos com menus começando em 30 euros. Nada muito humilde.
 
Mas se você der uma segunda chance ao lugar e se enfiar pelas ruazinhas estreitas, vai acabar achando a cidade muito charmosa. Os clichês não acabam, é verdade. Em cada lojinha de souvenir tem a Brigitte Bardot estampada em camisetas, bolsas e postais e são várias as boutiques que vendem apenas roupas brancas de algodão (quando muito uma camisa listrada de azul, num estilo meio navy). Mas há sempre as flores na janela, as mesinhas na calçadas, o banho de sol na praça que amenizam qualquer afetação.

Depois do almoço – e de uma tarte tropezienne – partimos para Nice, nossa última parada antes de Paris. Os campos dão lugar às praias de água azul e o vento dá uma folga no coração da riviera francesa. O hotel (nossa única extravagância em todos os que reservamos) fica na Promenade des Anglais (Prom, para os íntimos), a avenida beira-mar, cheia de hotéis de luxo e cassinos. Nosso quarto é simples, mas tem uma vista de 180 graus do mar.

E falando em hotel… O mico do dia foi histórico. A wi-fi não estava pegando direito no quarto, daí eu saí no hall pra ver se melhorava. O Pedro veio atrás e a porta bateu com as chaves dentro. O primeiro detalhe é que o hotel é todo chique. O segundo é que o Pedro estava de pijama, descalço, e eu de vestidinho e havaianas, toda descabelada. E o terceiro é que o nosso quarto dá para o hall do andar, onde tem a escadaria principal e os elevadores (e por onde todo mundo passa).
 
Enquanto eu corri para pegar outra chave, o Pedro ficou paradão fazendo ar de excêntrico. Foi completamente ridículo. Bom, e bastante engraçado…     

3 Respostas para “Dia 10 – Saint-Tropez”


  1. 1 Val outubro 21, 2010 às 2:01 pm

    Pelo menos o pijama era chique???

  2. 2 marylza outubro 21, 2010 às 3:06 pm

    devia ter feito uma foto…to com saudades!!!!bjs..

  3. 3 tiO luiz outubro 22, 2010 às 8:17 pm

    POR FAVOR , NAO ERA AQUELE PIJAMA DE URSINHO? PUTZZZZZZZZ


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Moi?

Jornalista por formação e concurseira por opção. Brasiliense de nascença, mas de alma meio goiana. Exilada em terras cariocas. Acha que entende de fotografia e cinema. Ama chocolate, bloquinhos (coisa de jornalista) e seu pé de tomate-cereja.

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Faits divers (fatos diversos, em francês) é uma expressão de jargão jornalístico que designa os assuntos não categorizáveis nas editorias tradicionais. São fatos desconectados de historicidade jornalística, ou seja, referem-se apenas ao seu caráter interno e seu interesse como fato inusitado, pitoresco. (Wikipédia)

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