A primeira vez é uma delícia. Cheia de novidades e expectativas. Mas na segunda a ansiedade desaparece e aí é só curtir.
Na segunda vez em Paris o mapa deixa de ser o ator principal. Você simplesmente vai indo aonde as ruas te levam e na hora de ir embora é só achar uma estação do metrô. A fissura de conhecer a torre, a Notre-Dame e o Louvre dão lugar à calma de um longo passeio pelo Marais ou uma volta de bicicleta às margens do rio.
Se você me perguntar o que eu fiz nesses três dias na cidade luz, vai se decepcionar com a resposta. A gente não fez nada. E fez tudo. Andamos até os pés doerem, tomamos café, fizemos compras, tiramos fotos, tivemos longas refeições em restaurantes chiques e outras bem ligeiras sentados num banco na calçada de uma rua movimentada. Descansamos.
O único ponto turístico foi o Musée d’Orsay, mas só porque ele foi o primeiro abrigo que encontramos pra fugir da chuva no primeiro dia. Nem foi tão legal porque a maioria das obras do Monet estava fora para uma exposição. Demos uma volta e compramos um guarda-chuva com uma pintura dele, que eu carreguei pra cima e pra baixo e não cheguei a usar.
Ah, um ponto digno de nota é a quantidade de brasileiros com que topamos por aqui. Só no nosso hotel tinham outros 4 casais. E por todo lado… Nas ruas, restaurantes, no metrô… Os brasileiros vão dominar o mundo! Isso, é claro, se os chineses não o fizerem primeiro. Em alguns lugares dava pra duvidar se estávamos mesmo na França…
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